A NBA não é apenas a melhor liga de basquete do mundo. É também um dos mercados esportivos mais ricos e sofisticados do planeta. A cada nova temporada, os contratos milionários voltam às manchetes e na temporada 2025/26, os números são mais impressionantes do que nunca.
Neste artigo, reunimos o ranking mais completo disponível em português sobre os maiores salários da NBA, com dados, contexto e as histórias por trás dos cheques astronômicos. Se você quer entender quem são os jogadores mais bem pagos, quanto eles recebem, e por que esses valores chegaram a esse patamar, está no lugar certo.
Como os Dados Foram Obtidos e a Metodologia Utilizada
Os valores deste ranking foram obtidos a partir de fontes especializadas em dados contratuais da NBA, com destaque para o Spotrac, plataforma de referência mundial em contratos esportivos, e o Basketball Reference, o banco de dados mais respeitado do basquete mundial.
O critério adotado para o ranking é o salário-base anual de cada jogador na temporada 2025/26 ou seja, o valor que o atleta efetivamente recebe nesta campanha, e não a média total do contrato nem o valor máximo futuro. Isso é relevante porque muitos contratos possuem estrutura crescente, com valores maiores nos anos finais.
Jogadores como Shai Gilgeous-Alexander, do Oklahoma City Thunder, assinaram contratos históricos recentemente, mas os valores mais altos ainda não vigoraram na temporada atual por isso não aparecem no topo desta lista.
Todos os valores estão expressos em dólares americanos (US$) e têm equivalência aproximada em reais baseada no câmbio de 2025.

O Ranking: Os 15 Maiores Salários da NBA em 2025/26
1º lugar — Stephen Curry (Golden State Warriors) — US$ 59,6 milhões
O rei dos três pontos segue intocável no topo da pirâmide salarial da NBA. Stephen Curry recebe US$ 59.606.817 nesta temporada o equivalente a cerca de R$ 298 milhões, ou quase US$ 726 mil por jogo disputado.
Para entender o tamanho desse número: Curry ganha US$ 367 por segundo que passa em quadra durante uma temporada regular completa de 82 jogos.
O armador do Golden State Warriors assinou uma extensão máxima de veterano de 4 anos e US$ 215 milhões em agosto de 2021. A cláusula de 105% de aumento anual foi o que elevou seu salário a esse patamar histórico nesta temporada.
Em quadra, Curry é o maior arremessador de três pontos da história da NBA, com mais de 3.700 cestas de longa distância convertidas ao longo da carreira. Campeão em 2015, 2017, 2018 e 2022, ele segue competindo com eficiência mesmo com quase 38 anos de idade.
Curiosidade: Em comparação, o segundo colocado da liga recebe quase US$ 4,4 milhões a menos por temporada. A diferença de Curry para o restante do pelotão é significativa.
2º e 3º lugares (empate) — Nikola Jokić e Joel Embiid — US$ 55,2 milhões cada
Os dois melhores pivôs do basquete moderno dividem o segundo posto do ranking com salários praticamente idênticos de US$ 55,2 milhões por temporada.
Nikola Jokić é, ao menos no papel, o jogador com melhor custo-benefício da liga. Tricampeão do prêmio de MVP (2021, 2022 e 2024) e campeão da NBA em 2023 com o Denver Nuggets, o sérvio entrega estatísticas de triplo-duplo de forma praticamente consistente ao longo de toda uma temporada. Sua combinação de eficiência, visão de jogo e liderança o coloca na conversa dos maiores da história da posição.
Joel Embiid, do Philadelphia 76ers, é seu principal rival na categoria. Campeão do prêmio de artilharia em múltiplas temporadas e vencedor do prêmio de MVP em 2023, o camaronês naturalizado americano tem o talento para estar entre os três melhores jogadores do mundo quando saudável. A palavra-chave, porém, é “quando saudável”: lesões recorrentes têm limitado sua participação em momentos decisivos.
Comparação: Enquanto Jokić entregou performance de elite de forma consistente, o contrato de Embiid é frequentemente questionado por críticos que apontam seu histórico de lesões. Na temporada 2024/25, Embiid perdeu mais de 30 partidas.
4º lugar — Kevin Durant (Phoenix Suns) — US$ 54,7 milhões
O ala do Phoenix Suns recebe US$ 54,7 milhões nesta temporada. Durant segue sendo um dos jogadores mais difíceis de defender da história da liga uma combinação rara de altura (2,08m), manuseio de bola e arremesso de elite.
Bicampeão da NBA pelo Golden State Warriors (2017 e 2018) e bicampeão olímpico com os Estados Unidos, Durant assinou uma extensão com os Suns que reflete seu status lendário dentro da liga.
Aos 36 anos, Durant ainda produz em alto nível, embora o Phoenix não tenha conseguido transformar esse talento em profundas corridas nos playoffs. Esse descompasso entre salário e resultado coletivo é um dos temas mais debatidos pela mídia esportiva americana.
Curiosidade: Durant é um dos poucos jogadores da história com médias de ao menos 25 pontos por jogo em praticamente toda a sua carreira profissional.
5º, 6º, 7º e 8º lugares (empate) — Jimmy Butler, Anthony Davis, Jayson Tatum e Giannis Antetokounmpo — US$ 54,1 milhões cada
Um dos grupamentos mais interessantes da lista, quatro estrelas de perfis completamente distintos compartilham exatamente o mesmo salário de US$ 54,1 milhões na temporada atual.
Jimmy Butler (Golden State Warriors) é um dos jogadores de maior mentalidade competitiva da liga. Após passagens marcantes pelo Miami Heat, onde chegou às Finais em 2020 e 2023, o ala se juntou aos Warriors em 2025. Conhecido por elevar seu nível nos momentos de maior pressão, Butler é o tipo de jogador que os times querem em outubro quando o título está em jogo.
Anthony Davis (Dallas Mavericks) possui um talento físico que poucos jogadores na história da NBA podem reivindicar. Com mais de 2,08 m de altura, agilidade de ala e bloqueios de pivô, Davis é uma força da natureza quando está em forma. Após a polêmica troca que o levou ao Dallas Mavericks em 2024 e que envolveu a saída de Luka Dončić para os Lakers —, Davis iniciou 2025/26 como peça central de um novo projeto.
Jayson Tatum (Boston Celtics) é o dono do maior contrato ativo da NBA: 5 anos e US$ 313,9 milhões assinados em julho de 2024. Na temporada 2025/26, porém, ele enfrenta uma grave lesão no tendão de Aquiles que deve mantê-lo fora por grande parte da campanha. Apesar da ausência, o contrato segue valendo, o que coloca os Celtics em situação financeira delicada.
Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks) é um dos fenômenos atléticos mais raros que a NBA já viu. O “Alphabeta” ou “Grego Monstruoso” é bicampeão do MVP (2019 e 2020) e campeão da NBA em 2021. Com 2,11m e a capacidade de atuar em múltiplas posições, Giannis segue sendo a franquia mais valiosa do Milwaukee Bucks.

9º, 10º e 11º lugares (empate) — Karl-Anthony Towns, Jaylen Brown e Devin Booker — US$ 53,1 milhões cada
Mais um agrupamento de estrelas no mesmo patamar salarial.
Karl-Anthony Towns (New York Knicks) foi trocado para o maior mercado do país em 2024 e rapidamente se tornou o pivô titular do projeto dos Knicks. Versátil, com arremesso perimetral raro para sua posição, Towns é considerado por ele mesmo como o melhor pivô arremessador da liga e os dados de três pontos ao longo de sua carreira dão substância à afirmação.
Jaylen Brown (Boston Celtics) foi MVP das Finais da NBA em 2024, quando conduziu Boston ao 18º título da história. O ala de 28 anos firmou uma extensão supermáxima com os Celtics que na época era a maior da história da liga — logo superada pelo contrato de Tatum. Com a ausência de Tatum em 2025/26, Brown carrega sobre os ombros a responsabilidade de manter os Celtics competitivos.
Devin Booker (Phoenix Suns) é um dos arremessadores mais elegantes e eficientes da geração atual. Múltiplas vezes All-Star, Booker tem sido o rosto da franquia do Arizona há anos. A questão que persiste é se o Phoenix conseguirá ao menos atingir as semifinais dos playoffs com esse elenco caro e envelhecido.
12º lugar — LeBron James (Los Angeles Lakers) — US$ 52,7 milhões
O eterno “Rei” ocupa a 12ª posição do ranking com US$ 52,7 milhões — o maior salário de sua carreira, em sua 22ª temporada na liga. LeBron permanece no Los Angeles Lakers, onde agora divide vestiário com seu filho, Bronny James.
Historicamente, LeBron costumava figurar entre os cinco primeiros da lista. Sua “queda” para a 12ª posição é um retrato de como os tetos salariais cresceram rapidamente não de uma diminuição no valor do jogador. Aos 40 anos, LeBron ainda produz estatísticas impressionantes e segue disputando protagonismo com os maiores de sua geração.
Curiosidade: A última vez que LeBron havia ficado fora do top 10 salarial da NBA foi na temporada 2011/12, quando também ocupou o 14º lugar do ranking.
13º lugar — Paul George (Philadelphia 76ers) — US$ 51,6 milhões
O ala do Philadelphia 76ers recebe US$ 51,6 milhões nesta campanha. George é um dos jogadores mais versáteis do basquete americano: defensor de elite, arremessador de alto nível e criador competente. Sua chegada ao 76ers, ao lado de Joel Embiid, era vista como a última peça de um projeto de título mas os playoffs têm sido palco de decepções consecutivas para a franquia da Filadélfia.
14º lugar — Kawhi Leonard (Los Angeles Clippers) — US$ 50 milhões
O ala do Los Angeles Clippers fecha a lista dos atletas com salários acima de US$ 50 milhões. Leonard é um dos melhores jogadores dos últimos 15 anos quando saudável — bicampeão da NBA (2014 com San Antonio e 2019 com Toronto), bicampeão do prêmio de Jogador Mais Valioso das Finais e considerado por muitos o melhor defensor de sua geração.
O problema é a palavra “quando saudável”. Kawhi tem histórico extenso de ausências por lesões, o que torna seu alto salário motivo constante de debate entre torcedores e analistas.
15º lugar — Zach LaVine (Chicago Bulls / outro time) — US$ 47,4 milhões
LaVine fecha a lista com US$ 47,4 milhões. O ala-armador é um dos atletas mais explosivos da liga, com um estilo de jogo espetacular que inclui enterradas memoráveis e pontuação consistente. O desafio é que sua carreira tem sido marcada por ausências frequentes, e o Chicago Bulls nunca conseguiu ao redor dele um elenco competitivo o suficiente para os playoffs.
Como o Ranking Foi Elaborado
Este ranking baseia-se exclusivamente no salário-base de cada jogador na temporada 2025/26 da NBA, conforme dados publicados pela plataforma Spotrac e corroborados por fontes como Basketball Reference e ESPN Stats.
O salário-base é o valor que o atleta efetivamente recebe da franquia ao longo da temporada regular, não incluindo bônus por performance, participação em pós-temporada ou receitas de patrocínio pessoal. Contratos assinados recentemente, mas com vigência iniciando em temporadas futuras, também foram excluídos por isso nomes como Shai Gilgeous-Alexander, que assinou o maior contrato da história da liga em 2025, não figuram no topo desta lista ainda.
Os empates foram ordenados alfabeticamente pelo sobrenome do jogador.

O Que os Números Mostram
Os dados desta temporada revelam pelo menos quatro tendências claras sobre a economia da NBA.
O teto salarial não para de subir. O salary cap da liga cresceu quase 145% em dez anos. Com o novo acordo de direitos de transmissão com emissoras americanas e plataformas de streaming previsto para entrar em vigor em 2026, a tendência é de que os maiores salários ultrapassem a marca dos US$ 65 milhões ainda nesta década.
Contratos supermáximos concentram poder. Jogadores elegíveis ao supermax podem receber até 35% do teto salarial total da franquia o que hoje representa algo entre US$ 54 e US$ 60 milhões. Isso limita o espaço financeiro para reforços e força os times a apostarem em elencos jovens e baratos para preencher as demais vagas.
Há uma nivelação no topo. Nesta temporada, a diferença entre o primeiro colocado (Curry, US$ 59,6 mi) e o décimo colocado (Kawhi Leonard, US$ 50 mi) é de apenas US$ 9,6 milhões. Isso representa menos de 16% de diferença, algo incomum em qualquer liga esportiva do mundo.
Desempenho e salário nem sempre andam juntos. Dos 15 jogadores desta lista, ao menos quatro ou cinco enfrentam questionamentos legítimos sobre custo-benefício seja por lesões recorrentes, seja por resultados coletivos abaixo do esperado. O caso mais emblemático é o de Bradley Beal, cujo contrato de US$ 50 milhões com o Phoenix Suns é amplamente considerado um dos menos eficientes da liga.
Perguntas Frequentes
Quem tem o maior salário da NBA atualmente? Na temporada 2025/26, Stephen Curry lidera com US$ 59.606.817 por temporada, graças a uma extensão máxima de veterano assinada em 2021 com os Golden State Warriors.
Qual é o maior contrato ativo da história da NBA? O maior contrato ativo pertence a Jayson Tatum, do Boston Celtics: 5 anos e US$ 313,9 milhões, assinado em julho de 2024. Porém, um contrato ainda maior foi assinado por Shai Gilgeous-Alexander com o Oklahoma City Thunder em 2025, que deverá superar esse valor total.
Quantos jogadores ganham mais de US$ 50 milhões na NBA? Na temporada 2025/26, 14 jogadores da NBA recebem mais de US$ 50 milhões por temporada — um recorde histórico para a liga.
LeBron James está entre os mais bem pagos? Sim, mas não no topo. LeBron ocupa a 12ª posição com US$ 52,7 milhões o maior salário de sua carreira, embora bem abaixo dos anos em que figurava no top 5.
O que é um contrato supermax na NBA? É uma extensão máxima concedida a veteranos que atendem a condições específicas como ganhar o MVP, o prêmio de Defensor do Ano ou ser nomeado para a equipe All-NBA. Permite ao jogador receber até 35% do teto salarial da franquia, resultando em contratos como os de Curry, Jokić e Tatum.
Jogadores brasileiros ganham bem na NBA? Ainda não no nível das estrelas citadas neste artigo. Na temporada 2025/26, os brasileiros na liga como Gui Santos (Golden State Warriors) e Tristan Da Silva (filho de pai brasileiro) — recebem na faixa de US$ 2 a 4 milhões, o que é excelente para qualquer padrão, mas ainda distante dos contratos máximos.
Por que os salários da NBA cresceram tanto? O principal motor é o crescimento das receitas de TV e streaming. Quando a NBA assina novos acordos de transmissão, o teto salarial da liga aumenta, e os contratos dos jogadores sobem junto. Com um novo acordo bilionário previsto para 2026, a tendência é de novos recordes nos próximos anos.
Dados referentes à temporada 2025/26. Fontes: Spotrac, Basketball Reference, ESPN Stats, Flashscore.

Leia Mais:

