Vinte e oito medalhas. Esse é o número que Michael Phelps carrega sozinho, e que nenhum outro atleta, de nenhuma modalidade, chegou perto de igualar até hoje. Para ter uma ideia do tamanho dessa distância, o segundo colocado nessa lista, a ginasta soviética Larisa Latynina, tem 18 medalhas no total. Ou seja, mesmo somando praticamente todas as pratas e bronzes de Phelps, ele ainda seria o maior medalhista olímpico da história só com os ouros.
Mas tem uma reviravolta recente nessa história que pouca gente parou pra notar. Em fevereiro de 2026, durante os Jogos de Inverno de Milão-Cortina, o esquiador norueguês Johannes Høsflot Klæbo fez algo que ninguém tinha feito antes: venceu seis medalhas de ouro na mesma edição de uma Olimpíada de Inverno, sendo campeão em todas as seis provas que disputou. Com isso, ele chegou a 11 ouros na carreira e assumiu, sozinho, a segunda posição no ranking geral de medalhas de ouro em toda a história olímpica, atrás apenas do próprio Phelps.
Neste texto você confere o ranking completo dos maiores medalhistas olímpicos da história, entende como essas contagens funcionam, descobre por que certos esportes dominam essa lista e conhece detalhes recentes, como o feito de Klæbo, que praticamente reescreveram parte dessa história em 2026.
Como Surgiu o Ranking dos Maiores Medalhistas Olímpicos
Para entender os maiores medalhistas olímpicos da história, primeiro vale explicar como esse ranking é montado. O Comitê Olímpico Internacional e os principais veículos esportivos costumam organizar essa lista somando todas as medalhas conquistadas por um atleta ao longo da carreira, sem diferenciar Jogos de Verão e Jogos de Inverno. Quando existe empate no número total de medalhas, o critério de desempate leva em conta primeiro a quantidade de ouros, depois pratas, e só então bronzes.
Essa contagem começou a ganhar destaque público forte a partir da década de 1990 e 2000, quando a cobertura das Olimpíadas se tornou global e cada vez mais detalhada estatisticamente. Antes disso, esse tipo de recorde histórico circulava principalmente entre estatísticos do próprio movimento olímpico, sem o mesmo alcance popular que tem hoje, quando qualquer torcedor consegue acompanhar esses números em tempo real durante os Jogos.
Foi justamente por volta de 2008, na Olimpíada de Pequim, que o nome de Michael Phelps se tornou sinônimo direto desse ranking. Naquela edição, o americano conquistou oito medalhas de ouro sozinho, um recorde para uma única Olimpíada que segue de pé até hoje. Quatro anos depois, em Londres 2012, Phelps superou de vez a marca histórica que pertencia a Larisa Latynina desde os anos 1960, tornando-se o atleta com mais medalhas olímpicas da história, recorde que carrega desde então sem qualquer ameaça real no horizonte.
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Por Que Natação e Ginástica Dominam Esse Ranking
Uma dúvida comum de quem olha essa lista pela primeira vez é entender por que os nomes no topo vêm quase sempre da natação ou da ginástica artística. A resposta é simples: são esportes que distribuem um número enorme de medalhas por edição, já que um mesmo atleta pode competir em várias provas individuais diferentes, além de revezamentos, tudo dentro dos mesmos Jogos.
Um nadador competitivo como Phelps, por exemplo, consegue disputar oito ou nove provas diferentes numa única Olimpíada, entre estilos, distâncias e revezamentos. Já um ginasta de elite compete em provas individuais por aparelho, além da geral individual e da geral por equipes, multiplicando as chances de subir ao pódio várias vezes na mesma edição. Esportes com menos provas disponíveis por atleta, como o próprio atletismo em muitas modalidades, dificilmente permitem esse tipo de acúmulo de medalhas na mesma velocidade.
O Ranking dos Maiores Medalhistas Olímpicos da História
Com esse contexto explicado, veja como fica a lista geral, somando o total de medalhas conquistadas em toda a carreira olímpica de cada atleta:
- Michael Phelps (Estados Unidos, natação) — 28 medalhas (23 ouros, 3 pratas, 2 bronzes)
- Larisa Latynina (União Soviética, ginástica) — 18 medalhas (9 ouros, 5 pratas, 4 bronzes)
- Nikolai Andrianov (União Soviética, ginástica) — 15 medalhas (7 ouros, 5 pratas, 3 bronzes)
- Boris Shakhlin (União Soviética, ginástica) — 13 medalhas (7 ouros, 4 pratas, 2 bronzes)
- Edoardo Mangiarotti (Itália, esgrima) — 13 medalhas (6 ouros, 5 pratas, 2 bronzes)
Olhando apenas para o número de medalhas de ouro, sem contar pratas e bronzes, o cenário muda um pouco depois da liderança isolada de Phelps. Nesse recorte específico, Johannes Høsflot Klæbo aparece hoje na segunda posição geral, com 11 ouros conquistados entre os Jogos de Inverno de 2018, 2022 e 2026, superando marcas que antes pertenciam a lendas como Larisa Latynina, Paavo Nurmi, Mark Spitz e Carl Lewis, todos empatados com nove títulos cada.
O Feito Inédito de Klæbo nos Jogos de Inverno
Vale destacar esse capítulo mais recente porque ele realmente surpreendeu quem acompanha estatística olímpica de perto. Até os Jogos de Milão-Cortina, o recorde de mais ouros na história das Olimpíadas de Inverno pertencia, em conjunto, a três noruegueses lendários: Bjørn Dæhlie, Marit Bjørgen e Ole Einar Bjørndalen, todos com oito títulos cada. Klæbo já tinha igualado essa marca dias antes do encerramento dos Jogos, e surpreendeu ainda mais ao vencer as seis provas em que competiu no esqui cross-country, fechando a participação com 11 ouros individuais na carreira.
Isso coloca Klæbo, hoje, atrás apenas de Phelps quando o assunto é número total de medalhas de ouro em toda a história olímpica, somando Jogos de Verão e de Inverno. Em número total de medalhas, considerando também pratas e bronzes, o esquiador norueguês soma 13 pódios na carreira, ainda distante do topo geral, mas suficiente para consolidá-lo como o maior nome individual da história dos Jogos de Inverno.
O Que Pouca Gente Sabe Sobre os Maiores Medalhistas Olímpicos
Fora os números principais desse ranking, existem detalhes que raramente aparecem juntos numa mesma explicação, e que ajudam a entender melhor o contexto por trás dessas marcas.
O recorde de Larisa Latynina resistiu por quase cinco décadas. A ginasta soviética conquistou suas 18 medalhas entre 1956 e 1964, e seu recorde de maior medalhista olímpica da história, somando homens e mulheres, só foi superado em 2012, quando Phelps ultrapassou essa marca em Londres. Foram 48 anos de reinado absoluto antes de qualquer atleta conseguir chegar perto desse número.
Entre as mulheres, o recorde de medalhas totais ainda pertence a Latynina. Mesmo depois de Katie Ledecky igualar o número de ouros da ginasta soviética, com nove títulos cada, Latynina segue na liderança quando o critério é o total de medalhas, já que soma 18 pódios contra 14 da nadadora americana, que também conquistou quatro pratas e um bronze ao longo da carreira.
A ginástica soviética domina boa parte do topo dessa lista histórica. Três dos cinco maiores medalhistas olímpicos de todos os tempos competiram pela extinta União Soviética, refletindo o domínio quase absoluto que o país teve nessa modalidade durante décadas da Guerra Fria, período em que o esporte olímpico também funcionava como vitrine política entre as potências mundiais.
Marit Bjørgen ainda detém um recorde específico, mesmo depois da explosão de Klæbo. A esquiadora norueguesa continua sendo a atleta com mais medalhas totais na história dos Jogos de Inverno, somando 15 pódios ao longo da carreira, número que nem Klæbo, com seus 13 até agora, conseguiu superar quando o critério é total de medalhas, e não apenas ouros.
Phelps se aposentou duas vezes antes de encerrar a carreira de vez. Depois de Pequim 2008, o americano chegou a declarar que não voltaria a competir em Olimpíadas, mas retornou para Londres 2012 e, mais uma vez, para o Rio 2016, onde encerrou definitivamente sua trajetória olímpica somando ainda mais medalhas à sua coleção histórica.
A primeira Olimpíada de Phelps aconteceu quando ele tinha apenas 15 anos. Em Sydney 2000, o americano estreou nos Jogos ainda adolescente e terminou aquela edição sem subir ao pódio. Foi só quatro anos depois, em Atenas 2004, que ele começou a construir a coleção de medalhas que o tornaria, décadas depois, o maior nome individual da história olímpica.
Katie Ledecky ainda pode ampliar seus números em futuras edições. Aos 27 anos durante os Jogos de Paris 2024, a nadadora americana já sinalizou interesse em competir também em Los Angeles 2028, o que mantém em aberto a possibilidade de ela seguir subindo posições dentro do ranking geral de medalhistas olímpicos, tanto entre mulheres quanto no total geral.
Por Que Esse Ranking Continua Rendendo Tanto Interesse
Rankings de maiores medalhistas olímpicos sempre despertam curiosidade porque misturam duas coisas que o público adora acompanhar: números concretos e histórias humanas por trás desses números. Não é só sobre contar quantos pódios um atleta subiu, é sobre entender o contexto de cada conquista, a era em que ela aconteceu, e como certos feitos, como o de Phelps em 2008 ou o de Klæbo em 2026, mudam completamente a forma como enxergamos os limites do desempenho humano dentro do esporte olímpico.
Esse tipo de recorde também tem vida longa justamente porque raramente é superado rapidamente. Levou quase cinco décadas para alguém superar Latynina, e é bem provável que o recorde geral de Phelps também resista por muitas edições futuras, o que mantém esse ranking relevante e sempre pronto para ser atualizado, discutido e revisitado a cada nova edição dos Jogos Olímpicos.
Perguntas Frequentes Sobre os Maiores Medalhistas Olímpicos da História
Quem é o maior medalhista olímpico da história?
Michael Phelps, nadador americano, é o maior medalhista olímpico da história, com 28 medalhas conquistadas ao longo de cinco participações em Jogos Olímpicos, sendo 23 delas de ouro, três de prata e duas de bronze.
Quem é a maior medalhista olímpica entre as mulheres?
Larisa Latynina, ginasta da extinta União Soviética, segue como a maior medalhista olímpica entre as mulheres em número total de medalhas, com 18 pódios conquistados entre 1956 e 1964, apesar de Katie Ledecky ter igualado seu número de medalhas de ouro.
Johannes Klæbo é o maior medalhista da história das Olimpíadas de Inverno?
Em número de medalhas de ouro, sim. Klæbo soma 11 títulos, o maior número já registrado nos Jogos de Inverno. Em número total de medalhas, porém, o recorde ainda pertence à esquiadora Marit Bjørgen, com 15 pódios conquistados ao longo da carreira.
Por que Michael Phelps tem tantas medalhas em comparação com outros atletas?
A natação permite que um mesmo atleta dispute várias provas individuais e revezamentos dentro da mesma edição dos Jogos, multiplicando as chances de conquistar medalhas. Phelps aproveitou essa característica do esporte, competindo em até oito provas diferentes numa única Olimpíada.
Quantas medalhas de ouro Michael Phelps ganhou em uma única Olimpíada?
Phelps conquistou oito medalhas de ouro em Pequim 2008, recorde de ouros numa única edição que segue de pé até hoje, e que ajudou a consolidar sua posição como o maior medalhista olímpico da história poucos anos depois.
Katie Ledecky pode se tornar a maior medalhista olímpica da história?
Ainda é cedo para afirmar isso com certeza, mas a nadadora americana já demonstrou interesse em competir em Los Angeles 2028. Caso continue subindo ao pódio nas próximas edições, ela pode se aproximar ainda mais do recorde total de Latynina, embora superar Phelps continue sendo um desafio muito distante para qualquer atleta atualmente em atividade.
Qual esporte tem mais atletas entre os maiores medalhistas olímpicos da história?
A ginástica artística concentra a maior quantidade de nomes no topo desse ranking histórico, seguida de perto pela natação. Ambos os esportes distribuem um número elevado de medalhas por edição, o que favorece diretamente o acúmulo de pódios ao longo da carreira de um mesmo atleta.
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