O piloto de Fórmula 1, Max Verstappen, ganha em média quase US$ 6 milhões por mês — só de salário fixo, sem contar bônus por vitória, patrocínios pessoais e outras receitas paralelas que costumam dobrar esse valor ao fim da temporada. Em 2026, o holandês lidera a lista dos pilotos mais bem pagos da Fórmula 1, com um contrato de US$ 70 milhões anuais junto à Red Bull, à frente até de Lewis Hamilton, que recebe US$ 60 milhões pela Ferrari.

O que chama atenção nesse universo é a distância brutal entre o topo e a base do grid. Enquanto Verstappen fatura US$ 70 milhões por ano, novatos como Oliver Bearman e Liam Lawson recebem cerca de US$ 1 milhão, uma diferença de 70 vezes entre o piloto mais bem pago e os mais recentes na categoria. Não existe outro esporte individual no mundo com uma distância salarial tão grande dentro de uma mesma competição.

Esse tipo de disparidade não é acidente. Ela reflete décadas de evolução de um esporte que começou pagando praticamente nada aos pilotos e se transformou, ao longo do tempo, num dos negócios mais lucrativos do entretenimento esportivo mundial, movimentando bilhões de dólares por temporada entre equipes, patrocinadores e direitos de transmissão.

Neste texto você vai encontrar a lista completa de quanto ganha cada piloto de Fórmula 1 em 2026, entender como esse sistema de contratos foi se transformando desde a criação da categoria e descobrir curiosidades sobre os bastidores financeiros do esporte.

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Quanto Ganha um Piloto de Fórmula 1 em 2026

Esta é a lista atualizada dos salários anuais estimados do grid, considerando apenas o valor base pago pelas equipes, sem incluir bônus e patrocínios pessoais:

  • Max Verstappen (Red Bull) – US$ 70 milhões
  • Lewis Hamilton (Ferrari) – US$ 60 milhões
  • Charles Leclerc (Ferrari) – US$ 34 milhões
  • George Russell (Mercedes) – US$ 34 milhões
  • Lando Norris (McLaren) – US$ 30 milhões
  • Fernando Alonso (Aston Martin) – US$ 20 milhões
  • Carlos Sainz (Williams) – US$ 13 milhões
  • Oscar Piastri (McLaren) – US$ 13 milhões
  • Pierre Gasly (Alpine) – US$ 12 milhões
  • Alex Albon (Williams) – US$ 12 milhões
  • Lance Stroll (Aston Martin) – US$ 12 milhões
  • Sergio Pérez (Cadillac) – US$ 8 milhões
  • Nico Hulkenberg (Audi) – US$ 7 milhões
  • Esteban Ocon (Haas) – US$ 7 milhões
  • Isack Hadjar (Racing Bulls) – US$ 5 milhões
  • Valtteri Bottas (Cadillac) – US$ 5 milhões
  • Gabriel Bortoleto (Audi) – US$ 2 milhões
  • Kimi Antonelli (Mercedes) – US$ 2 milhões
  • Oliver Bearman (Haas) – US$ 1 milhão
  • Liam Lawson (Racing Bulls) – US$ 1 milhão

Esses números representam só a base fixa do contrato. Na prática, os valores reais recebidos costumam ser bem maiores, especialmente para os pilotos de ponta. Hamilton, por exemplo, pode chegar a US$ 100 milhões somando patrocínios pessoais e bônus de equipe, enquanto Verstappen ultrapassaria os US$ 110 milhões considerando o mesmo tipo de receita adicional.

Vale reparar que Lando Norris aparece “apenas” na quinta posição em salário fixo, mesmo tendo conquistado o título de pilotos em 2025, seu primeiro na carreira, encerrando o reinado de quatro anos seguidos de Max Verstappen no topo do campeonato. Isso mostra que o valor do contrato nem sempre acompanha diretamente o resultado esportivo mais recente do piloto — pesa muito mais o histórico de vitórias acumuladas e o poder de negociação construído ao longo de uma carreira inteira.

Por que existe tanta diferença salarial entre os pilotos de F1

Esse detalhe explica bem a lógica financeira por trás desses contratos. Equipes de ponta como Red Bull, Ferrari e Mercedes disputam entre si os poucos pilotos considerados capazes de vencer campeonatos, e essa escassez de talento comprovado no topo empurra os salários para números cada vez mais altos. Já os pilotos que estão começando a carreira, mesmo os mais promissores, costumam assinar contratos bem mais modestos, já que ainda precisam provar seu valor em pista antes de negociar valores maiores.

Existe também um fator estrutural: desde 2021, a Fórmula 1 opera com um teto de gastos, o chamado “cost cap”, que limita o quanto cada equipe pode investir em desenvolvimento técnico e operação da equipe. Os salários dos pilotos, porém, ficam de fora desse teto, o que faz das contratações de pilotos de elite um dos poucos espaços onde as equipes ainda podem gastar sem limite regulatório direto, desde que tenham caixa disponível para isso.

Como Surgiu o Sistema de Salários na Fórmula 1

A Fórmula 1 nasceu em 1950, com a primeira temporada do Campeonato Mundial de Pilotos, mas levou décadas até desenvolver a estrutura financeira sofisticada que conhecemos hoje. Nas primeiras décadas da categoria, os pilotos recebiam valores bem mais modestos, muitas vezes complementando a renda com prêmios em dinheiro pagos diretamente pelos organizadores de cada corrida individual, sem um sistema de contrato anual fixo parecido com o atual.

A virada começou a ganhar força nos anos 1970 e 1980, quando Bernie Ecclestone assumiu o controle dos direitos comerciais da categoria através da FOCA, a associação que reunia as equipes construtoras. Foi Ecclestone quem centralizou a negociação de direitos de transmissão de TV e patrocínio em nível global, transformando a Fórmula 1 numa máquina comercial muito mais robusta e, consequentemente, abrindo espaço para contratos de pilotos cada vez mais valiosos.

Ayrton Senna foi um dos primeiros grandes nomes a colher os frutos dessa transformação, assinando contratos milionários com a McLaren no fim dos anos 80. Mas foi Michael Schumacher, já no início dos anos 2000, quem elevou o patamar salarial da categoria a um novo nível, assinando com a Ferrari um contrato que ultrapassava os US$ 30 milhões anuais na época — um valor considerado estratosférico para os padrões daquele momento e que serviu de referência para as negociações salariais das duas décadas seguintes.

O Que Pouca Gente Sabe sobre os Salários da Fórmula 1

Um detalhe que costuma escapar até de fãs mais atentos da categoria: o “prêmio” recebido por vencer um Grande Prêmio não vem diretamente da organização da Fórmula 1. Diferente de outros esportes, onde existe uma bolsa fixa por vitória paga pela entidade organizadora, na F1 esse tipo de bônus é negociado individualmente dentro do contrato entre piloto e equipe, variando bastante de caso para caso.

Outro dado interessante: pilotos veteranos com histórico consolidado, como Fernando Alonso, mantêm salários bem acima de pilotos mais jovens mesmo em equipes de meio de tabela, justamente pelo valor de experiência e de mentoria que agregam dentro do time. É um fenômeno parecido com o que acontece em outros esportes individuais, onde a reputação construída ao longo de uma carreira pesa tanto quanto o resultado da temporada mais recente.

Tem também uma curiosidade que reforça o tamanho do salto salarial no topo do grid: a diferença entre o salário de Verstappen, líder da lista em 2026, e o de um novato como Liam Lawson chega a ser 70 vezes maior. Para efeito de comparação, essa proporção é bem mais extrema do que se costuma ver em esportes coletivos populares, onde a diferença entre o salário do atleta mais bem pago e o de um estreante raramente ultrapassa dez ou quinze vezes.

E, fechando com um fato pouco lembrado: apesar de o teto de gastos da Fórmula 1 ter sido criado justamente para equilibrar a competição entre equipes, os salários de pilotos continuam de fora dessa regra, o que significa que equipes com mais caixa disponível, como Red Bull e Ferrari, seguem tendo vantagem direta na disputa por contratar e reter os pilotos mais valorizados do grid, mesmo com o restante do orçamento técnico das equipes cada vez mais equilibrado entre si.

Perguntas Frequentes sobre Quanto Ganha um Piloto de Fórmula 1

Quem é o piloto mais bem pago da Fórmula 1 em 2026?

Max Verstappen é o piloto mais bem pago, com salário base de US$ 70 milhões anuais pela Red Bull. Somando bônus e patrocínios pessoais, sua renda total pode ultrapassar os US$ 110 milhões na temporada, considerando estimativas de especialistas do meio.

Quanto ganha Lewis Hamilton na Ferrari?

Lewis Hamilton recebe US$ 60 milhões de salário base anual pela Ferrari, equipe para a qual se transferiu no início de 2025. Somando bônus de equipe e patrocínios pessoais, sua renda total pode chegar a US$ 100 milhões por temporada, segundo estimativas divulgadas por veículos especializados no esporte.

Como funciona o pagamento de bônus por vitória na Fórmula 1?

O bônus por vitória não é pago diretamente pela organização da Fórmula 1, mas sim negociado individualmente dentro do contrato entre cada piloto e sua equipe. Os valores variam bastante conforme a negociação, podendo chegar a centenas de milhares ou até milhões de dólares adicionais por corrida vencida, especialmente para os nomes de maior peso no grid.

Qual é o salário de um piloto novato na Fórmula 1?

Pilotos estreantes costumam receber entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões por temporada, valor bem menor comparado aos pilotos consolidados do grid. Nomes como Oliver Bearman, Liam Lawson, Gabriel Bortoleto e Kimi Antonelli aparecem na faixa mais baixa da tabela salarial de 2026, refletindo o início de carreira na categoria.

Por que Lando Norris ganha menos que Verstappen mesmo sendo campeão?

Apesar de ter conquistado o título de pilotos em 2025, Norris recebe um salário base menor do que Verstappen porque o valor de um contrato de Fórmula 1 reflete principalmente o histórico acumulado de conquistas ao longo da carreira, e não apenas o resultado da temporada mais recente. Verstappen soma cinco títulos mundiais, o que sustenta seu contrato mais valioso.

Os salários dos pilotos entram no teto de gastos da Fórmula 1?

Não. O teto de gastos, criado em 2021, limita o quanto cada equipe pode investir em desenvolvimento técnico e operação, mas os salários de pilotos ficam de fora dessa regra. Isso permite que equipes com mais caixa disponível, como Red Bull e Ferrari, sigam pagando salários bem mais altos para reter os pilotos mais valorizados do grid.

Qual piloto teve o primeiro grande contrato milionário da Fórmula 1?

Michael Schumacher foi um dos pioneiros nesse tipo de contrato, assinando com a Ferrari, no início dos anos 2000, um acordo que ultrapassava os US$ 30 milhões anuais, considerado estratosférico para os padrões da época. Esse contrato serviu de referência para a valorização salarial da categoria nas décadas seguintes.

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