Rebeca Andrade rompeu o ligamento do joelho, passou por três cirurgias e se tornou a maior medalhista olímpica do Brasil

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Entre 2015 e 2019, a ginasta enfrentou três lesões graves no mesmo joelho e chegou a questionar seu futuro no esporte. Depois da recuperação, conquistou dois ouros, três pratas e um bronze em Tóquio e Paris, superando todos os brasileiros no número de medalhas olímpicas.

Por Marcio Tamer

Atualizado em 20 de outubro de 2026

Em 5 de agosto de 2024, Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro na final do solo da ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Paris. Com 14,166 pontos, superou a norte-americana Simone Biles, que terminou com 14,133, e garantiu sua sexta medalha olímpica, tornando-se a maior medalhista da história do Brasil nos Jogos.

A vitória teve um significado que ultrapassou a disputa pelo título. Cinco anos antes, Rebeca havia sofrido a terceira ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, uma lesão que exigiu nova cirurgia e colocou em dúvida sua continuidade na ginástica artística.

Entre 2015 e 2019, a brasileira passou por três reconstruções do mesmo ligamento, enfrentando longos períodos de fisioterapia e recuperação. Nesse intervalo, perdeu competições importantes, precisou reconstruir a confiança nos movimentos e chegou a considerar a possibilidade de abandonar o esporte.

Aos 25 anos, em Paris, Rebeca não apenas voltou ao nível mais alto da ginástica mundial. Conquistou quatro medalhas numa única edição dos Jogos, incluindo o ouro sobre Biles, uma das maiores ginastas de todos os tempos.

Somadas às duas medalhas de Tóquio 2020, disputado em 2021, as conquistas fizeram Rebeca ultrapassar os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, que tinham cinco medalhas olímpicas cada.

A história da brasileira passou a reunir dois feitos pouco comuns: sobreviver esportivamente a três lesões graves no mesmo joelho e construir, depois delas, a campanha olímpica mais vitoriosa de um atleta do país.

De Guarulhos à seleção brasileira, Rebeca começou a competir ainda criança

Rebeca Rodrigues de Andrade nasceu em 8 de maio de 1999, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Criada pela mãe, Rosa Santos, em uma família numerosa, começou a praticar ginástica artística ainda criança, num projeto de iniciação esportiva da cidade.

O talento apareceu cedo. Rebeca demonstrava força, impulsão e facilidade para aprender movimentos complexos, características importantes numa modalidade que exige coordenação, flexibilidade e precisão.

A evolução levou a atleta a centros de treinamento mais estruturados e, posteriormente, à equipe do Flamengo.

Ainda adolescente, passou a representar o Brasil em competições internacionais, acumulando resultados expressivos nas categorias de base.

O salto era um de seus aparelhos mais fortes. A potência na corrida e a capacidade de executar movimentos de alta dificuldade faziam dela uma promessa para a ginástica brasileira.

Mas a progressão até a elite internacional foi interrompida por uma sequência de lesões que exigiria reconstruir não apenas a condição física, mas a própria rotina de treinamento.

A primeira ruptura do ligamento aconteceu em 2015, quando Rebeca tinha 16 anos

Em 2015, Rebeca sofreu a primeira ruptura do ligamento cruzado anterior, conhecido pela sigla LCA, no joelho direito.

O ligamento participa da estabilidade da articulação e ajuda a controlar movimentos de rotação e deslocamento da tíbia em relação ao fêmur.

Na ginástica artística, essa estabilidade é fundamental. Saltos, acrobacias e aterrissagens submetem os joelhos a forças elevadas, especialmente quando o atleta precisa absorver o impacto e manter o equilíbrio após movimentos complexos.

A ruptura exigiu cirurgia e afastamento das competições.

Para uma ginasta de 16 anos, a recuperação significava perder meses importantes de treinamento e enfrentar o desafio de voltar a executar movimentos que exigiam confiança total na articulação operada.

Rebeca conseguiu retornar e disputar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Naquela edição, terminou em 11º lugar no individual geral feminino, um resultado importante para uma atleta ainda em início de carreira e que havia enfrentado uma cirurgia no ano anterior.

O desempenho indicava que a recuperação havia permitido retomar o alto rendimento.

O problema era que o joelho voltaria a sofrer uma lesão grave.

Em 2017, uma nova lesão no mesmo joelho interrompeu a preparação para o Mundial

A segunda ruptura do ligamento cruzado anterior ocorreu em 2017, novamente no joelho direito.

Rebeca precisou passar por outra cirurgia e ficou afastada do Campeonato Mundial daquele ano, realizado em Montreal, no Canadá.

A repetição da lesão aumentava a complexidade da recuperação.

Uma reconstrução de LCA não consiste simplesmente em reparar um tecido lesionado e aguardar a cicatrização. O procedimento envolve a utilização de um enxerto para substituir a função do ligamento rompido, seguido de um processo prolongado de reabilitação.

Quando a lesão se repete num joelho já operado, o planejamento cirúrgico e a recuperação precisam considerar as condições dos tecidos, a estabilidade articular e a capacidade de retornar às exigências da modalidade.

Para Rebeca, isso significava passar novamente por etapas que já conhecia: recuperar movimentos, fortalecer a musculatura, treinar equilíbrio e voltar gradualmente aos saltos.

A segunda cirurgia não encerrou sua carreira.

Em 2018, a brasileira voltou a competir internacionalmente e demonstrou que ainda possuía condições de alcançar resultados importantes.

Mas a terceira lesão, em 2019, seria a mais difícil de enfrentar.

A terceira ruptura aconteceu em 2019, durante o Campeonato Brasileiro

Em junho de 2019, Rebeca disputava o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, na Arena Carioca 3, no Rio de Janeiro, quando sentiu um problema no joelho direito durante uma apresentação de solo.

A ginasta interrompeu a série e passou por exames. O diagnóstico confirmou uma nova ruptura do ligamento cruzado anterior, a terceira no mesmo joelho em quatro anos.

A lesão aconteceu quando Rebeca tinha 20 anos, durante a preparação para os Jogos Pan-Americanos de Lima e para o Campeonato Mundial de Stuttgart.

Ela ficou fora das duas competições e precisou passar por outra cirurgia.

A ausência no Mundial teve uma consequência esportiva importante. Além de perder a oportunidade de disputar medalhas, Rebeca deixou de participar de uma das principais etapas de classificação olímpica.

A terceira ruptura também colocou em questão a continuidade da carreira.

Depois de enfrentar duas operações e recuperar o nível competitivo, a brasileira precisava recomeçar praticamente todo o processo de reabilitação.

A repetição das lesões não significava que uma nova ruptura fosse inevitável, mas exigia cuidados adicionais na preparação e no controle das cargas de treinamento.

A comissão técnica, os profissionais de saúde e a própria atleta precisavam encontrar uma maneira de preservar a articulação sem comprometer a capacidade de executar movimentos de alto grau de dificuldade.

Por que três cirurgias no mesmo joelho representam um desafio tão grande?

O ligamento cruzado anterior é uma das estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho. Sua ruptura é frequente em esportes que envolvem mudanças bruscas de direção, saltos e aterrissagens.

Na ginástica artística, o problema assume uma dimensão particular.

Uma atleta precisa executar sequências de acrobacias com rotações rápidas, alcançar grande altura e aterrissar sobre os pés mantendo o controle do corpo.

Esses movimentos submetem os membros inferiores a cargas elevadas.

Depois de uma cirurgia de reconstrução do LCA, a recuperação envolve diferentes etapas: controle da dor e do inchaço, restauração da mobilidade, fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio e retorno gradual aos gestos esportivos.

A liberação para atividades cotidianas não equivale à autorização para executar acrobacias de alto rendimento.

No caso de Rebeca, o histórico de três cirurgias no mesmo joelho tornou necessário um planejamento cuidadoso da preparação física e da participação em competições.

A recuperação também envolvia o aspecto psicológico. Depois de uma lesão grave, voltar a executar movimentos de alta dificuldade exige reconstruir a confiança no próprio corpo.

Rebeca contou com o trabalho de uma equipe multidisciplinar e com o apoio de treinadores, profissionais de saúde e familiares.

A atleta também passou a administrar de maneira mais criteriosa a quantidade de repetições e os impactos acumulados nos treinamentos.

Essa estratégia seria decisiva para prolongar sua carreira.

O adiamento de Tóquio abriu mais tempo para a recuperação, mas Rebeca ainda precisava conquistar a vaga

Os Jogos Olímpicos de Tóquio estavam originalmente marcados para 2020, mas foram adiados para 2021 por causa da pandemia de Covid-19.

Para Rebeca, o adiamento ampliou o intervalo disponível entre a cirurgia de 2019 e a competição olímpica.

Isso não significava, porém, que a participação estivesse garantida.

A brasileira precisava voltar a competir e assegurar sua classificação.

Em junho de 2021, no Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, realizado no Rio de Janeiro, Rebeca venceu o individual geral com 56,700 pontos e conquistou uma vaga nominal para os Jogos de Tóquio. <Cite ref=”turn189883search11″/>

O resultado demonstrou que a ginasta havia recuperado condições de competir nos quatro aparelhos: salto, barras assimétricas, trave e solo.

Era uma etapa fundamental porque o individual geral exige consistência em movimentos diferentes, não apenas a execução de uma especialidade.

Poucas semanas depois, Rebeca viajaria ao Japão para disputar sua segunda Olimpíada.

Dessa vez, voltaria com duas medalhas.

Em Tóquio, Rebeca conquistou a primeira medalha olímpica feminina da ginástica brasileira

Em 29 de julho de 2021, Rebeca Andrade conquistou a medalha de prata no individual geral dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A brasileira somou 57,298 pontos, ficando atrás da norte-americana Sunisa Lee, campeã com 57,433.

A diferença foi de apenas 0,135 ponto.

O resultado colocou Rebeca na história como a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica na ginástica artística.

A prata teve um significado especial porque veio no individual geral, prova que reúne os resultados dos quatro aparelhos e exige regularidade durante toda a competição.

Rebeca demonstrou força no salto, precisão nas barras assimétricas e capacidade de competir entre as melhores do mundo.

Mas sua campanha ainda não havia terminado.

Em 1º de agosto de 2021, disputou a final do salto, um dos aparelhos em que sempre apresentou maior potência e dificuldade técnica.

A brasileira obteve média de 15,083 pontos em suas duas apresentações e conquistou a medalha de ouro.

Foi o primeiro título olímpico da ginástica artística feminina do Brasil.

A vitória aconteceu seis anos depois da primeira cirurgia no joelho e pouco mais de dois anos após a terceira ruptura do ligamento.

Ao som de Baile de Favela, música utilizada em sua série de solo, Rebeca também se tornou um dos rostos mais reconhecidos daquela edição dos Jogos.

O ouro no salto e a prata no individual geral confirmaram que a recuperação havia permitido algo além do retorno às competições: a brasileira havia alcançado o topo da ginástica mundial.

O título mundial no individual geral confirmou que Tóquio não tinha sido um resultado isolado

Depois das Olimpíadas, Rebeca continuou conquistando resultados importantes.

No Campeonato Mundial de 2021, em Kitakyushu, no Japão, venceu o salto e conquistou a prata nas barras assimétricas.

Era sua primeira participação em um Mundial adulto, adiada durante anos pelas lesões.

Em 2022, no Campeonato Mundial de Liverpool, na Inglaterra, conquistou o ouro no individual geral.

O resultado foi histórico: Rebeca se tornou a primeira brasileira campeã mundial dessa prova.

O título confirmou sua capacidade de competir com regularidade nos quatro aparelhos, enfrentando ginastas de países com tradição consolidada na modalidade.

Em 2023, no Mundial de Antuérpia, na Bélgica, voltou a conquistar o ouro no salto.

Também ajudou o Brasil a ganhar uma inédita medalha de prata por equipes, além de subir ao pódio no individual geral, no solo e na trave.

Essas conquistas mostraram que a trajetória iniciada em Tóquio havia se transformado numa sequência consistente de resultados internacionais.

Quando chegou aos Jogos de Paris 2024, Rebeca já era campeã olímpica, bicampeã mundial do salto e campeã mundial do individual geral.

Mas ainda faltava alcançar um recorde que nenhum atleta brasileiro havia conseguido.

Paris 2024 começou com uma medalha inédita por equipes para o Brasil

Em 30 de julho de 2024, a seleção brasileira feminina conquistou a medalha de bronze na disputa por equipes da ginástica artística.

O grupo formado por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Júlia Soares terminou atrás dos Estados Unidos e da Itália.

Foi a primeira medalha olímpica do Brasil na competição feminina por equipes.

A conquista demonstrou uma evolução que ultrapassava o talento individual de Rebeca.

A ginástica brasileira havia construído uma equipe capaz de disputar o pódio contra potências tradicionais da modalidade.

Dois dias depois, Rebeca voltou a competir no individual geral.

A brasileira somou 57,932 pontos e conquistou a prata, novamente atrás de Simone Biles, campeã com 59,131.

A medalha representou seu quarto pódio olímpico e a colocou entre as atletas brasileiras mais vitoriosas da história.

Em 3 de agosto, Rebeca conquistou outra prata, desta vez no salto, com média de 14,966 pontos.

Biles venceu a prova com 15,300.

Com a quinta medalha olímpica, a brasileira igualou Robert Scheidt e Torben Grael, até então os maiores medalhistas do país.

Faltava apenas uma prova para superar os dois velejadores.

A decisão seria no solo, aparelho que exigia atenção especial por causa do histórico de lesões no joelho.

Rebeca superou Simone Biles por 0,033 ponto e conquistou o ouro no solo

Em 5 de agosto de 2024, Rebeca Andrade entrou na Arena Bercy para disputar a final do solo.

A brasileira apresentou uma série ao som de músicas de Beyoncé e Anitta, combinando acrobacias de alta dificuldade com execução precisa e elementos coreográficos.

Ao terminar, recebeu 14,166 pontos.

Simone Biles, que havia conquistado três ouros em Paris antes daquela final, apresentou movimentos de grande dificuldade, mas sofreu penalizações ao sair dos limites do tablado em duas ocasiões.

A norte-americana terminou com 14,133 pontos.

A diferença entre as duas foi de apenas 0,033 ponto.

Rebeca conquistou o ouro.

A vitória teve uma dimensão histórica. Foi sua sexta medalha olímpica, superando as cinco de Robert Scheidt e Torben Grael.

Também representou a quarta medalha de Rebeca em Paris, algo que nenhum atleta brasileiro havia conseguido anteriormente numa única edição dos Jogos.

A conquista mostrou como a ginástica é decidida por detalhes. Mesmo com séries de alto grau de dificuldade, pequenas penalizações de execução podem determinar o resultado.

Naquela final, Rebeca conseguiu combinar dificuldade, controle e precisão suficientes para superar uma das maiores ginastas da história.

A imagem que se seguiu à entrega das medalhas se tornaria um dos símbolos dos Jogos de Paris.

Por que Simone Biles e Jordan Chiles reverenciaram Rebeca no pódio?

Durante a cerimônia de premiação do solo, Simone Biles e Jordan Chiles fizeram uma reverência a Rebeca Andrade enquanto a brasileira ocupava o lugar mais alto do pódio.

O gesto foi registrado por fotógrafos e repercutiu internacionalmente.

Biles havia terminado com a prata, enquanto Chiles foi inicialmente anunciada como medalhista de bronze. A disputa sobre a terceira colocação acabou se tornando objeto de decisões e recursos posteriores, mas a imagem das atletas reverenciando Rebeca permaneceu como um dos registros mais conhecidos da competição.

A homenagem simbolizou o respeito entre ginastas que competiam no mais alto nível.

Rebeca e Biles haviam protagonizado confrontos importantes nos Mundiais e nos Jogos Olímpicos, especialmente no salto e no individual geral.

A rivalidade esportiva não impediu o reconhecimento da conquista brasileira.

A cena também ganhou significado pela trajetória de Rebeca.

A atleta que enfrentou três cirurgias no mesmo joelho agora ocupava o lugar mais alto do pódio olímpico, diante de uma adversária que já possuía uma coleção extraordinária de títulos.

A fotografia passou a representar tanto a excelência esportiva quanto o reconhecimento entre competidoras.

As seis medalhas olímpicas de Rebeca Andrade

Jogos OlímpicosProvaMedalha
Tóquio 2020Individual geralPrata
Tóquio 2020SaltoOuro
Paris 2024EquipesBronze
Paris 2024Individual geralPrata
Paris 2024SaltoPrata
Paris 2024SoloOuro
TotalDuas edições2 ouros, 3 pratas e 1 bronze

Rebeca disputou três edições olímpicas: Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024.

Suas seis medalhas foram conquistadas nas duas últimas.

A marca a colocou isoladamente no topo da lista de maiores medalhistas olímpicos brasileiros.

Antes de Paris, Robert Scheidt e Torben Grael dividiam o recorde com cinco medalhas cada.

A ginasta também se tornou a primeira atleta do país a conquistar quatro medalhas numa única edição dos Jogos Olímpicos.

Os números demonstram a dimensão da campanha. Não se tratou apenas de uma vitória isolada, mas de uma sequência de resultados em aparelhos e formatos diferentes, incluindo competições individuais e por equipes. <Cite refs={[“turn189883search0″,”turn189883search2″,”turn189883search3”]}/>

Depois de Paris, Rebeca passou a reduzir os impactos para preservar o joelho

A conquista olímpica não eliminou as limitações impostas pelo histórico de lesões.

Depois de Paris 2024, Rebeca passou a considerar mudanças em sua participação nos aparelhos, especialmente no solo, que exige sequências de acrobacias e aterrissagens de alto impacto.

Em 2025, anunciou que deixaria de competir no solo para preservar sua condição física e prolongar a carreira.

A decisão não representava uma aposentadoria da ginástica artística.

A estratégia era concentrar esforços em aparelhos que permitissem administrar melhor as cargas de treinamento e competição.

A ginasta também passou por um período sem disputar grandes eventos internacionais, priorizando cuidados físicos e mentais.

Em 2026, retornou às competições e voltou a conquistar resultados expressivos.

No Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, em junho, venceu o salto. Em setembro, conquistou uma medalha de prata na trave numa etapa da Copa do Mundo.

O retorno demonstrou que a atleta continuava competitiva mesmo depois de reduzir sua participação em determinados aparelhos.

Em outubro de 2026, Rebeca voltou ao Mundial e ajudou o Brasil a alcançar cinco finais

A trajetória de Rebeca ganhou um novo capítulo em 19 de outubro de 2026, durante o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, realizado em Roterdã, na Holanda.

A brasileira voltou à competição mundial depois de três anos e participou das classificatórias do salto e da trave.

No salto, obteve média de 14,533 pontos, resultado que a colocou entre as finalistas do aparelho.

Na trave, recebeu 13,033 pontos após uma queda e não avançou à decisão individual.

O Brasil, porém, conseguiu classificar atletas para cinco finais, incluindo a disputa feminina por equipes, o salto, a trave e o individual geral, com duas representantes.

A participação de Rebeca contribuiu para a classificação coletiva e mostrou que a brasileira ainda possui condições de competir entre as principais ginastas do mundo. <Cite refs={[“turn189883news28″,”turn189883news29”]}/>

Aos 27 anos, sua carreira passou a ser administrada com objetivos diferentes daqueles do início da trajetória.

Depois de três cirurgias no mesmo joelho, títulos mundiais e seis medalhas olímpicas, a prioridade não é apenas aumentar a dificuldade das séries, mas encontrar um equilíbrio entre desempenho e preservação física.

O próximo grande objetivo é chegar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 em condições de disputar novas medalhas.

O Mundial de Roterdã, ainda em andamento em 20 de outubro de 2026, representa uma etapa importante desse planejamento.

Rebeca já superou o recorde olímpico brasileiro e conquistou títulos que pareciam distantes quando enfrentou a terceira cirurgia, em 2019. Agora, sua história entra numa fase diferente: a de uma campeã que precisa escolher cuidadosamente como continuar competindo para prolongar uma das carreiras mais vitoriosas do esporte nacional.

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