Ben Curtis chegou à Inglaterra sem experiência em campos links, conseguiu sua vaga com um 13º lugar no Western Open e terminou como o único jogador abaixo do par em Royal St. George’s. A vitória por uma tacada sobre Thomas Bjørn e Vijay Singh fez o norte-americano saltar da 396ª para a 35ª posição do ranking mundial.
Por Marcio Tamer
Atualizado em 16 de outubro de 2026
Ben Curtis chegou ao The Open Championship de 2003, em Royal St. George’s, na Inglaterra, ocupando a 396ª posição do ranking mundial de golfe. Tinha 26 anos, disputava sua primeira temporada no PGA Tour e jamais havia participado de um dos quatro torneios Major da modalidade. Quatro dias depois, em 20 de julho, conquistou a Claret Jug com 283 tacadas, uma abaixo do par, tornando-se o primeiro jogador desde Francis Ouimet, em 1913, a vencer um Major logo em sua estreia.
O resultado foi decidido de maneira dramática. O dinamarquês Thomas Bjørn chegou a abrir três tacadas de vantagem quando restavam quatro buracos, mas perdeu quatro tacadas em relação ao par entre os buracos 15 e 17. O momento decisivo aconteceu no buraco 16, quando precisou de três tentativas para retirar a bola de um bunker profundo.
Curtis, que já havia encerrado sua participação, acompanhou a definição do torneio enquanto aguardava os resultados dos concorrentes.
A classificação final confirmou o norte-americano como campeão com 283 tacadas, uma a menos que Bjørn e Vijay Singh, empatados na segunda posição. Tiger Woods e Davis Love III terminaram em quarto, com 285.
A conquista não foi apenas uma surpresa esportiva. Curtis tornou-se o campeão de Major com a pior colocação no ranking mundial desde a criação da classificação oficial, em 1986, e saltou imediatamente para o 35º lugar do mundo.
O que parecia uma participação improvável terminou como uma das maiores zebras da história do golfe.
Como um jogador de 396º lugar conseguiu vaga no The Open?
Ben Curtis não chegou ao The Open de 2003 por convite especial ou por uma classificação conquistada meses antes.
Sua vaga foi obtida apenas duas semanas antes do torneio, depois de terminar empatado na 13ª posição do Western Open, disputado nos Estados Unidos.
O resultado foi suficiente para colocá-lo entre os jogadores ainda não classificados que receberam acesso ao campeonato britânico.
A diferença é importante porque Curtis não tinha um histórico expressivo no circuito profissional.
Ele havia se tornado profissional em 2000 e disputava sua primeira temporada completa no PGA Tour em 2003.
Antes de chegar à Inglaterra, não havia conquistado nenhum título profissional de grande expressão.
Seu ranking refletia essa situação. A 396ª posição colocava Curtis muito distante dos principais favoritos, como Tiger Woods, Vijay Singh, Ernie Els e Davis Love III.
As casas de apostas também não esperavam uma vitória. Segundo retrospectiva publicada pelo The Open, Curtis começou o torneio com cotação de aproximadamente 300 para 1.
Isso significa que uma aposta vencedora de uma unidade monetária poderia render 300 unidades de lucro, sem contar a devolução do valor apostado.
A cotação não representava uma probabilidade científica, mas demonstrava como o mercado avaliava suas chances.
Curtis era considerado um participante improvável, não um candidato realista ao título.
Curtis nunca havia jogado num campo links e precisou aprender a enfrentar Royal St. George’s
O The Open Championship é disputado em campos tradicionais do golfe britânico, muitos deles construídos em regiões costeiras e conhecidos como links.
Esses campos apresentam características diferentes das encontradas em grande parte dos torneios norte-americanos.
O terreno costuma ser firme, com ondulações naturais, áreas de vegetação alta e bunkers profundos. O vento pode alterar completamente a trajetória da bola.
Em Royal St. George’s, localizado em Sandwich, no condado de Kent, essas dificuldades são especialmente relevantes.
Curtis nunca havia jogado num campo links antes de disputar o torneio.
Segundo o próprio The Open, o norte-americano chegou à Inglaterra com antecedência e procurou o profissional responsável pela loja do clube para pedir orientações sobre o percurso.
A preparação também incluiu rodadas de reconhecimento no fim de semana anterior ao campeonato.
O jogador contou com o auxílio do caddie local Andy Sutton, que conhecia as características do campo e ajudou a interpretar as condições de jogo.
A experiência local foi importante porque Royal St. George’s exige decisões diferentes daquelas normalmente utilizadas em campos mais previsíveis.
Nem sempre a melhor jogada é tentar alcançar a bandeira diretamente. Muitas vezes, é necessário considerar o vento, a inclinação do terreno e a posição dos bunkers antes de escolher o taco.
Curtis aprendeu rapidamente essas particularidades.
O resultado apareceu já nas primeiras rodadas.
Duas voltas de 72 tacadas mantiveram o estreante perto dos líderes
O The Open de 2003 começou em 17 de julho, com 156 jogadores na disputa.
Curtis completou a primeira rodada com 72 tacadas, uma acima do par do campo.
No dia seguinte, repetiu o resultado e chegou à metade do torneio com 144 tacadas, duas acima do par.
Os números não pareciam extraordinários, mas eram suficientes para mantê-lo próximo das primeiras posições.
Royal St. George’s apresentava condições difíceis, e vários jogadores consagrados enfrentavam problemas para controlar a bola.
Tiger Woods, então número 1 do mundo, começou sua participação com um episódio incomum.
Logo na primeira tacada do torneio, o norte-americano perdeu a bola depois de um drive que saiu pela direita.
Woods precisou retornar ao ponto de saída e terminou o primeiro buraco com sete tacadas, um triplo bogey.
Apesar do erro, conseguiu se recuperar durante a competição e permaneceu entre os candidatos ao título.
Curtis, por sua vez, continuava avançando sem grande atenção da imprensa.
Na terceira rodada, disputada no sábado, marcou 70 tacadas, uma abaixo do par.
Chegou ao domingo com 214 tacadas, uma acima do par no acumulado, empatado na terceira posição e apenas duas atrás do líder Thomas Bjørn.
O estreante desconhecido estava a uma boa rodada de disputar o título.
Seis birdies nos primeiros 11 buracos colocaram Curtis na liderança
A rodada final começou em 20 de julho de 2003.
Curtis entrou em campo sabendo que precisava produzir seu melhor desempenho da semana para superar jogadores mais experientes.
A resposta foi imediata.
O norte-americano completou os primeiros nove buracos com 32 tacadas, três abaixo do par nesse trecho.
A sequência continuou positiva no início da segunda metade do percurso.
Depois de 11 buracos, Curtis havia conseguido seis birdies, resultado que o colocou temporariamente com cinco tacadas abaixo do par no acumulado do torneio.
Um birdie acontece quando o jogador completa um buraco com uma tacada a menos que o número previsto como par.
A sequência mostrou que Curtis não estava apenas tentando sobreviver às dificuldades do campo.
Ele havia assumido a liderança e colocado pressão sobre os favoritos.
Mas o percurso de Royal St. George’s ainda reservaria dificuldades.
Entre os buracos 12 e 17, Curtis cometeu quatro bogeys, perdendo quatro tacadas em relação ao par.
A vantagem construída no início da rodada desapareceu.
Ao chegar ao último buraco, precisava evitar outro erro para manter chances de conquistar o título.
Uma tacada decisiva no buraco 18 manteve Curtis vivo na disputa
O último buraco da rodada de Curtis tornou-se um dos momentos mais importantes de sua carreira.
Depois de enfrentar dificuldades na reta final, o norte-americano precisava completar o buraco 18 dentro do par.
Sua bola terminou a aproximadamente 2,4 metros do buraco, distância suficiente para transformar a última tacada num momento de grande pressão.
Curtis conseguiu converter o putt e encerrou a rodada com 69 tacadas, duas abaixo do par.
Seu total no campeonato ficou em 283 tacadas, uma abaixo do par.
O resultado foi expressivo porque nenhum outro jogador terminaria o torneio com pontuação negativa em relação ao par.
Mas Curtis ainda não era oficialmente campeão.
Thomas Bjørn continuava em campo e tinha condições de terminar à frente.
O dinamarquês havia jogado de maneira consistente durante grande parte do campeonato e parecia estar no caminho de conquistar seu primeiro Major.
O título dependia do que aconteceria nos últimos buracos.
Bjørn tinha três tacadas de vantagem, mas perdeu o controle nos buracos finais
Thomas Bjørn começou a rodada final na liderança.
O dinamarquês havia marcado 73, 70 e 69 tacadas nas três primeiras rodadas, chegando ao domingo com 212 tacadas, uma abaixo do par.
Durante boa parte do último dia, manteve o controle da competição.
No buraco 14, conseguiu um birdie e ampliou sua vantagem para três tacadas.
Com apenas quatro buracos restantes, parecia ter uma posição confortável.
Mas Royal St. George’s começou a cobrar seu preço.
No buraco 15, Bjørn cometeu um bogey e perdeu uma tacada em relação ao par.
A diferença diminuiu.
O problema mais grave, porém, aconteceu no buraco seguinte.
O buraco 16, um par 3 cercado por bunkers profundos, tornou-se o cenário de uma das jogadas mais lembradas da história do The Open.
Bjørn acertou sua tacada inicial em direção ao green, mas a bola terminou dentro de um bunker.
A partir daquele momento, a situação saiu de controle.
O bunker do buraco 16 transformou uma vantagem confortável em derrota
No buraco 16, Thomas Bjørn precisava retirar a bola de um bunker profundo próximo ao green.
Sua primeira tentativa alcançou a parte superior da área de areia, mas não conseguiu permanecer fora dela.
A bola voltou a rolar para dentro do bunker.
O dinamarquês tentou novamente.
Mais uma vez, a bola subiu, mas não conseguiu escapar definitivamente da armadilha.
Somente na terceira tentativa Bjørn conseguiu colocar a bola fora da areia.
O resultado foi um duplo bogey, duas tacadas acima do par naquele buraco.
A sequência custou caro.
O jogador que havia liderado por três tacadas passou a enfrentar uma situação muito mais delicada.
O bunker do buraco 16 tornou-se tão associado ao episódio que passou a ser conhecido como Bjørn’s Bunker.
A expressão permanece ligada à memória do torneio.
O erro também demonstrou uma característica importante dos campos links: uma bola aparentemente próxima do green pode estar numa posição extremamente difícil.
Em bunkers profundos, a prioridade muitas vezes é simplesmente retirar a bola da areia, mesmo que isso signifique abrir mão de uma tentativa direta de alcançar a bandeira.
Bjørn não conseguiu fazer isso nas duas primeiras tentativas.
O prejuízo foi decisivo.
O erro no buraco 17 entregou a liderança para Curtis
Depois do duplo bogey no buraco 16, Bjørn ainda tinha condições de conquistar o campeonato.
Mas precisava evitar novos erros.
No buraco 17, cometeu outro bogey e perdeu mais uma tacada.
A sequência significou que o dinamarquês havia perdido quatro tacadas em relação ao par nos buracos 15, 16 e 17.
A vantagem de três tacadas que possuía após o buraco 14 havia desaparecido.
Curtis, que já havia terminado sua rodada com uma abaixo do par, passou a ocupar a liderança.
Bjørn precisava de um birdie no último buraco para forçar um playoff.
Não conseguiu.
Terminou com 284 tacadas, exatamente o par do campo, empatado com Vijay Singh na segunda posição.
Curtis permaneceu sozinho na liderança, com 283.
A diferença final foi de apenas uma tacada.
O norte-americano havia vencido seu primeiro torneio Major, enquanto Bjørn perdia uma oportunidade que parecia praticamente garantida.
O placar final mostrou como uma tacada separou a surpresa da derrota
O resultado oficial do 132º The Open Championship confirmou Ben Curtis como campeão.
| Posição | Jogador | País | Tacadas | Em relação ao par |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Ben Curtis | Estados Unidos | 283 | -1 |
| 2º | Thomas Bjørn | Dinamarca | 284 | Par |
| 2º | Vijay Singh | Fiji | 284 | Par |
| 4º | Tiger Woods | Estados Unidos | 285 | +1 |
| 4º | Davis Love III | Estados Unidos | 285 | +1 |
| 6º | Brian Davis | Inglaterra | 286 | +2 |
| 6º | Fredrik Jacobson | Suécia | 286 | +2 |
Curtis foi o único jogador a terminar abaixo do par.
O resultado também mostra como a competição permaneceu equilibrada até o fim.
Tiger Woods, número 1 do mundo, terminou apenas duas tacadas atrás do campeão.
Vijay Singh, um dos principais jogadores daquela geração, ficou a uma tacada.
Bjørn teve a oportunidade mais clara de vencer, mas perdeu quatro tacadas nos últimos buracos.
A diferença entre o primeiro e o quarto lugar foi de apenas duas tacadas depois de quatro rodadas e 72 buracos.
Isso significa que pequenos erros, como uma bola perdida ou uma tentativa malsucedida de sair de um bunker, tiveram peso enorme no resultado final.
Curtis foi o primeiro estreante a vencer um Major desde Francis Ouimet em 1913
A conquista de Ben Curtis produziu um recorde histórico.
Ele se tornou o primeiro jogador a vencer um torneio Major em sua estreia absoluta desde Francis Ouimet, campeão do US Open de 1913.
Ouimet havia surpreendido o mundo do golfe ao derrotar os britânicos Harry Vardon e Ted Ray num playoff, tornando-se um símbolo da popularização do esporte nos Estados Unidos.
Noventa anos depois, Curtis repetiu a façanha de conquistar um Major na primeira participação.
A distinção é importante porque existem dois tipos de estreia.
Um jogador pode disputar o The Open pela primeira vez depois de já ter participado de outros Majors.
Foi o caso de Tom Watson, campeão do The Open em 1975 em sua primeira participação no torneio britânico, mas que já havia disputado outros Majors.
Curtis, por outro lado, nunca havia jogado nenhum dos quatro grandes campeonatos do golfe profissional masculino.
Seu primeiro Major terminou com a conquista do título.
O feito seria repetido em 2011, quando Keegan Bradley venceu o PGA Championship em sua estreia num Major.
A vitória de Curtis, entretanto, permanece como uma das maiores surpresas por causa de sua posição no ranking mundial e da ausência de resultados expressivos anteriores.
O ranking mundial saltou de 396º para 35º depois da conquista
A dimensão da surpresa também pode ser medida pela mudança no ranking.
Antes do The Open, Curtis ocupava a 396ª posição do Official World Golf Ranking.
Depois da vitória, saltou para o 35º lugar.
Foi uma ascensão de 361 posições em apenas uma semana.
O resultado mostra como a pontuação oferecida por um Major pode transformar a posição de um jogador no circuito.
Curtis recebeu 100 pontos no ranking mundial pela conquista, pontuação que teve impacto enorme porque ele havia acumulado poucos resultados relevantes anteriormente.
O salto também abriu novas oportunidades.
Como campeão do The Open, passou a ter acesso a torneios importantes e ganhou reconhecimento internacional.
O jogador que havia chegado à Inglaterra praticamente desconhecido tornou-se uma das principais histórias esportivas de 2003.
A vitória mudou sua carreira de maneira imediata.
O título não foi o fim da carreira de Curtis, mas permaneceu como sua maior conquista
Depois de vencer o The Open, Curtis não se transformou imediatamente em um dos principais dominadores do circuito.
O norte-americano enfrentou dificuldades para repetir o desempenho nos anos seguintes.
Sua próxima vitória profissional de grande expressão aconteceu apenas em 2006, quando conquistou dois torneios do PGA Tour: o Booz Allen Classic e o 84 Lumber Classic.
Em 2008, voltou a disputar um Major em alto nível e terminou empatado na segunda posição do PGA Championship, atrás de Pádraig Harrington.
Naquele mesmo ano, integrou a equipe dos Estados Unidos que venceu a Ryder Cup, uma das competições mais tradicionais do golfe internacional.
Curtis também conquistou o Valero Texas Open de 2012, encerrando um período de quase seis anos sem títulos no PGA Tour.
Ao longo da carreira, acumulou quatro vitórias no circuito principal norte-americano, incluindo o The Open de 2003.
Posteriormente, passou a trabalhar com ensino de golfe e atividades ligadas à formação de jogadores.
Mesmo com outros resultados importantes, sua conquista em Royal St. George’s continuou sendo o momento mais lembrado de sua trajetória.
Por que a vitória de 2003 é considerada uma das maiores zebras do golfe?
A conquista de Ben Curtis reuniu circunstâncias raras.
O norte-americano tinha 26 anos, ocupava o 396º lugar do ranking mundial e disputava sua primeira temporada no PGA Tour.
Nunca havia participado de um Major.
Também nunca havia jogado num campo links antes de chegar a Royal St. George’s.
Sua vaga foi conquistada apenas duas semanas antes do torneio, graças a um 13º lugar no Western Open.
Mesmo assim, conseguiu completar quatro rodadas com 283 tacadas e terminar como o único jogador abaixo do par.
A vitória também dependeu da maneira como os principais concorrentes enfrentaram os últimos buracos.
Thomas Bjørn liderava por três tacadas, mas perdeu quatro nos buracos 15, 16 e 17. Vijay Singh terminou uma tacada atrás, enquanto Tiger Woods e Davis Love III ficaram a duas.
Curtis não precisou derrotar os favoritos num confronto direto. No golfe, cada jogador enfrenta o campo e tenta terminar com o menor número de tacadas.
O norte-americano fez isso melhor do que todos os adversários.
A conquista também demonstrou como a dificuldade de um percurso pode reduzir a vantagem técnica dos favoritos.
Em Royal St. George’s, até jogadores experientes cometeram erros decisivos.
Curtis aproveitou sua oportunidade e produziu uma das maiores surpresas da história do esporte.
A Claret Jug de 2003 continua sendo o símbolo de uma vitória improvável
O The Open Championship é o mais antigo dos quatro torneios Major do golfe masculino, disputado pela primeira vez em 1860.
Seu troféu, a Claret Jug, é um dos símbolos mais reconhecidos da modalidade.
Ao conquistá-lo em 2003, Ben Curtis entrou para uma lista que inclui nomes como Jack Nicklaus, Tom Watson, Seve Ballesteros, Tiger Woods e outros campeões históricos.
A diferença é que Curtis chegou ao torneio sem o prestígio ou o histórico de vitórias desses jogadores.
Era um estreante que havia conseguido vaga pouco antes do campeonato.
Quatro dias depois, tornou-se campeão.
A vitória permanece como um dos exemplos mais marcantes de imprevisibilidade no golfe profissional.
Em 20 de julho de 2003, o jogador que ocupava a 396ª posição do ranking mundial terminou à frente de todos os favoritos e levantou a Claret Jug.
O resultado transformou Ben Curtis de um nome praticamente desconhecido em campeão de Major, numa conquista que continua sendo lembrada como uma das maiores zebras da história do The Open.
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