A seleção zambiana derrotou a favorita Costa do Marfim por 8 a 7 nos pênaltis, após empate sem gols na final de 12 de fevereiro de 2012. Didier Drogba desperdiçou uma cobrança durante o jogo, Gervinho errou na disputa decisiva e Stoppila Sunzu marcou o gol do primeiro título continental do país.
Por Marcio Tamer
Atualizado em 16 de outubro de 2026
A seleção da Zâmbia conquistou a Copa Africana de Nações de 2012 no mesmo país onde, 19 anos antes, havia perdido uma geração inteira de jogadores em um acidente aéreo. Em 12 de fevereiro de 2012, no Estádio de l’Amitié, em Libreville, no Gabão, os zambianos derrotaram a Costa do Marfim por 8 a 7 nos pênaltis, depois de um empate por 0 a 0 nos 120 minutos, e levantaram pela primeira vez o principal troféu do futebol africano.
A vitória teve um significado que ultrapassou o resultado esportivo. Em 27 de abril de 1993, um avião militar que transportava a seleção da Zâmbia caiu no Oceano Atlântico pouco depois de decolar de Libreville. Todos os 30 ocupantes morreram, incluindo 18 jogadores que viajavam para uma partida das eliminatórias da Copa do Mundo de 1994.
Em 2012, uma nova geração retornou à cidade para disputar a final contra uma seleção marfinense considerada favorita, com jogadores como Didier Drogba, Yaya Touré, Gervinho e Kolo Touré.
A Costa do Marfim havia chegado à decisão sem sofrer gols no torneio. Durante a partida, Drogba teve a oportunidade de abrir o placar numa cobrança de pênalti, mas chutou por cima do travessão.
A decisão foi para os pênaltis. Depois de 18 cobranças, Gervinho mandou sua tentativa para fora e Stoppila Sunzu converteu a última batida, garantindo a vitória zambiana.
O título ficou conhecido como um dos maiores contos de superação da história do futebol africano. Mas a conquista também foi resultado de uma campanha consistente, construída por uma equipe que venceu Senegal, Sudão e Gana antes de superar a Costa do Marfim.
O acidente de 1993 destruiu uma geração da seleção zambiana
A tragédia que marcou a história do futebol da Zâmbia aconteceu em 27 de abril de 1993.
A seleção viajava para enfrentar Senegal, em Dacar, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1994.
O transporte era realizado em um avião militar da Força Aérea da Zâmbia, que precisava fazer escalas para reabastecimento durante o percurso.
Depois de uma parada em Libreville, no Gabão, a aeronave caiu no Oceano Atlântico pouco após a decolagem.
Todos os 30 ocupantes morreram.
Entre as vítimas estavam 18 jogadores, integrantes da comissão técnica e tripulantes.
O acidente interrompeu a trajetória de uma seleção que vivia um período promissor.
A Zâmbia havia conquistado a medalha de bronze na Copa Africana de Nações de 1990 e possuía uma geração considerada capaz de disputar uma vaga inédita na Copa do Mundo.
O país também havia chamado atenção nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, quando derrotou a Itália por 4 a 0, com três gols de Kalusha Bwalya.
Bwalya não estava no avião que caiu em 1993 porque atuava na Europa e viajaria separadamente para se juntar à delegação.
A ausência salvou sua vida.
O atacante se tornaria uma figura central na reconstrução da seleção e, anos depois, participaria da história do título de 2012 como dirigente da federação zambiana.
A investigação apontou falhas mecânicas e problemas na operação do voo
O acidente de 1993 não foi provocado por uma colisão com outra aeronave ou por condições climáticas extremas.
Segundo as investigações realizadas pelas autoridades gabonesas, a aeronave sofreu problemas mecânicos durante a viagem.
O avião, um de Havilland Canada DHC-5 Buffalo, apresentou falhas em um dos motores após decolar de Libreville.
A investigação apontou que o piloto desligou o motor que ainda funcionava, em vez daquele que apresentava problemas.
A perda de potência levou à queda no mar.
O relatório também identificou deficiências relacionadas à manutenção e às condições operacionais da aeronave.
Essas conclusões ajudam a explicar a tragédia sem reduzi-la a uma fatalidade inexplicável.
O desastre teve consequências profundas para o futebol zambiano.
Além da perda de jogadores e integrantes da comissão técnica, o país precisou reconstruir rapidamente sua seleção para continuar disputando as eliminatórias da Copa do Mundo.
A geração seguinte conseguiu resultados expressivos, mas a ausência dos atletas mortos permaneceu como uma marca permanente na memória nacional.
A seleção reconstruída chegou perto da Copa do Mundo de 1994
Depois do acidente, a Zâmbia precisou formar uma nova equipe em poucas semanas.
Kalusha Bwalya tornou-se um dos principais líderes do grupo reconstruído.
Mesmo diante das dificuldades, a seleção continuou disputando as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994.
A campanha foi competitiva.
A Zâmbia chegou à última rodada da fase decisiva com possibilidades de classificação, mas perdeu por 1 a 0 para Marrocos, em Casablanca, e ficou fora do Mundial.
O resultado representou uma nova frustração para um país que ainda tentava se recuperar da tragédia.
Em 1994, a seleção zambiana alcançou a final da Copa Africana de Nações, disputada na Tunísia.
A equipe foi derrotada pela Nigéria por 2 a 1, terminando como vice-campeã.
A campanha mostrou que o futebol do país havia conseguido se reorganizar, mas o primeiro título continental continuava distante.
A Zâmbia voltaria a disputar uma final da competição apenas em 2012.
Dessa vez, a decisão aconteceria justamente em Libreville.
Por que a final de 2012 em Libreville teve um significado tão especial?
A Copa Africana de Nações de 2012 foi organizada conjuntamente por Gabão e Guiné Equatorial.
A escolha das sedes havia sido definida anos antes do torneio e não estava relacionada à tragédia de 1993.
Mas o calendário criou uma coincidência histórica.
A final seria disputada no Estádio de l’Amitié, em Libreville, cidade próxima ao local onde o avião da seleção zambiana havia caído no mar.
Para os jogadores e dirigentes da Zâmbia, a possibilidade de conquistar o título naquele local acrescentou uma dimensão emocional à campanha.
Antes da decisão, a delegação visitou a praia de Libreville para homenagear as vítimas do acidente.
Os atletas participaram de uma cerimônia de lembrança, prestaram homenagens e reconheceram a importância da geração perdida.
O gesto não alterava as condições técnicas da partida, mas reforçava o significado coletivo da oportunidade.
A seleção de 2012 não era formada pelos sobreviventes do acidente. Tratava-se de uma nova geração, nascida ou ainda muito jovem quando a tragédia aconteceu.
Mesmo assim, os jogadores carregavam a memória de 1993 como parte da história do futebol nacional.
A final oferecia a possibilidade de conquistar um título inédito num lugar profundamente associado à perda.
Hervé Renard montou uma equipe sem grandes estrelas internacionais
A Zâmbia chegou à Copa Africana de 2012 comandada pelo treinador francês Hervé Renard.
O técnico havia trabalhado anteriormente com a seleção zambiana e retornado ao cargo em 2011.
Diferentemente de adversários como Costa do Marfim, Gana e Senegal, a Zâmbia não possuía um elenco repleto de jogadores dos principais clubes europeus.
O grupo reunia atletas que atuavam em diferentes mercados, incluindo ligas africanas e equipes de menor projeção internacional.
O capitão Christopher Katongo era uma das principais referências ofensivas.
O atacante Emmanuel Mayuka também teve papel decisivo durante o torneio, especialmente pela velocidade e capacidade de finalizar.
No meio-campo, Isaac Chansa ajudava a organizar a equipe, enquanto Rainford Kalaba oferecia criatividade.
A defesa contava com jogadores como Stoppila Sunzu e Joseph Musonda, além do goleiro Kennedy Mweene.
Renard organizou uma equipe compacta, disciplinada e capaz de explorar transições rápidas.
O treinador também valorizava a preparação física e a concentração coletiva.
A Zâmbia não precisava dominar a posse de bola para competir com seleções mais famosas.
Sua estratégia era reduzir espaços, recuperar a bola e atacar com velocidade.
O sistema funcionou ao longo da competição.
A campanha começou com vitória sobre Senegal e terminou sem derrotas
A Zâmbia iniciou sua participação na Copa Africana de 2012 em 21 de janeiro, enfrentando Senegal.
Os senegaleses tinham jogadores conhecidos internacionalmente e eram considerados favoritos no confronto.
Mas a Zâmbia venceu por 2 a 1, com gols de Emmanuel Mayuka e Rainford Kalaba.
Na segunda rodada, empatou por 2 a 2 com a Líbia.
Depois, derrotou a Guiné Equatorial por 1 a 0, garantindo a liderança do grupo.
Nas quartas de final, enfrentou o Sudão e venceu por 3 a 0, com gols de Stoppila Sunzu, Christopher Katongo e James Chamanga.
A semifinal colocou a Zâmbia diante de Gana, uma das principais forças do continente.
Os ganeses haviam chegado às quartas de final da Copa do Mundo de 2010 e possuíam um elenco mais experiente em grandes competições.
A Zâmbia venceu por 1 a 0, com gol de Emmanuel Mayuka aos 78 minutos.
A vitória garantiu a classificação para a final.
Em cinco partidas, a seleção havia conquistado quatro vitórias e um empate.
O time marcou nove gols e sofreu três antes da decisão.
A campanha demonstrava que a Zâmbia não havia chegado à final apenas por circunstâncias favoráveis.
A equipe havia derrotado adversários importantes e mantido um desempenho consistente.
A Costa do Marfim chegou à decisão sem sofrer gols
A adversária da Zâmbia na final era a Costa do Marfim, uma das seleções mais fortes da África naquele período.
O elenco reunia jogadores de clubes importantes do futebol europeu.
Didier Drogba era ídolo do Chelsea. Yaya Touré atuava pelo Manchester City. Gervinho defendia o Arsenal. Kolo Touré também jogava no Manchester City.
A equipe ainda contava com nomes como Salomon Kalou, Cheick Tioté e Didier Zokora.
A Costa do Marfim havia conquistado a Copa Africana de Nações em 1992 e buscava seu segundo título.
Na edição de 2012, chegou à final com uma campanha defensiva impressionante.
Venceu todas as cinco partidas anteriores e não sofreu nenhum gol.
A equipe derrotou Sudão, Burkina Faso e Angola na fase de grupos, Guiné Equatorial nas quartas e Mali na semifinal.
O favoritismo era evidente.
A Costa do Marfim possuía jogadores mais conhecidos, maior experiência internacional e uma campanha praticamente perfeita.
Mas a Zâmbia já havia mostrado capacidade de superar seleções tecnicamente superiores.
A final colocaria frente a frente duas equipes invictas.
Drogba desperdiçou um pênalti aos 70 minutos e manteve o empate
A decisão aconteceu em 12 de fevereiro de 2012, no Estádio de l’Amitié, em Libreville.
A Costa do Marfim começou tentando controlar a partida, enquanto a Zâmbia procurava manter a organização defensiva e explorar os espaços deixados pelo adversário.
O jogo permaneceu equilibrado durante boa parte do primeiro tempo.
A seleção marfinense tinha mais jogadores capazes de decidir individualmente, mas encontrava dificuldades para superar a defesa zambiana.
No segundo tempo, surgiu a principal oportunidade da partida.
Aos 70 minutos, o árbitro marcou um pênalti para a Costa do Marfim depois de uma falta sobre Gervinho dentro da área.
Didier Drogba assumiu a cobrança.
O atacante era um dos jogadores mais experientes da equipe e tinha a oportunidade de colocar a Costa do Marfim em vantagem.
Mas chutou por cima do travessão.
O erro manteve o placar em 0 a 0.
A Zâmbia resistiu durante o restante do tempo regulamentar.
Na prorrogação, as equipes continuaram sem marcar.
Depois de 120 minutos, a decisão do título foi para os pênaltis.
A disputa de pênaltis teve 18 cobranças e terminou com o gol de Sunzu
A decisão por pênaltis foi uma das mais dramáticas da história da Copa Africana de Nações.
As duas seleções converteram suas primeiras cinco cobranças.
Pela Zâmbia, marcaram Christopher Katongo, Emmanuel Mayuka, Isaac Chansa, Felix Katongo e Kennedy Mweene.
Pela Costa do Marfim, converteram Cheick Tioté, Wilfried Bony, Sol Bamba, Max Gradel e Didier Drogba.
A disputa continuou nas cobranças alternadas.
Rainford Kalaba marcou para a Zâmbia, e Siaka Tiéné respondeu para a Costa do Marfim.
Depois, Chisamba Lungu converteu, e Didier Zokora também marcou.
A tensão aumentou quando a disputa chegou à oitava cobrança de cada equipe.
Nathan Sinkala desperdiçou sua tentativa para a Zâmbia, mas Kolo Touré também errou pela Costa do Marfim.
O placar permaneceu empatado em 7 a 7.
Na nona cobrança zambiana, Stoppila Sunzu acertou o gol e colocou sua seleção em vantagem por 8 a 7.
Gervinho precisava converter para manter a Costa do Marfim viva.
O atacante chutou para fora.
A disputa terminou.
Zâmbia 8 x 7 Costa do Marfim nos pênaltis.
A seleção zambiana conquistava seu primeiro título continental.
Kennedy Mweene foi decisivo, mas não defendeu a cobrança final
O goleiro Kennedy Mweene teve papel importante na campanha da Zâmbia.
Além de suas atuações durante os jogos, também participou da disputa de pênaltis como cobrador.
Mweene converteu a quinta cobrança zambiana, ajudando a manter a equipe na disputa.
O goleiro também enfrentou momentos de enorme pressão durante as cobranças alternadas.
Entretanto, a definição do título não aconteceu com uma defesa sua.
A última cobrança da Costa do Marfim foi desperdiçada por Gervinho, que chutou para fora.
Essa distinção é importante porque algumas reconstruções da final atribuem incorretamente ao goleiro a defesa decisiva.
A conquista foi confirmada quando Gervinho errou sua tentativa, depois de Sunzu colocar a Zâmbia em vantagem.
Mweene foi um dos personagens da vitória, mas o lance final envolveu o erro do atacante marfinense.
Hervé Renard carregou Joseph Musonda e produziu uma imagem histórica
Depois da cobrança desperdiçada por Gervinho, os jogadores zambianos correram para comemorar.
O técnico Hervé Renard também entrou no gramado e participou da celebração.
Uma das imagens mais lembradas aconteceu quando o treinador francês carregou nos braços o defensor Joseph Musonda, que havia deixado a partida lesionado.
Renard levou o jogador para participar da comemoração com os companheiros.
A cena tornou-se um dos símbolos da conquista.
Musonda havia sido titular da equipe e participou da campanha que levou a Zâmbia à final.
Sua lesão poderia ter impedido uma participação plena na festa.
Ao carregá-lo, Renard produziu um gesto de reconhecimento pelo esforço coletivo.
A imagem também reforçou a identidade da seleção.
O título não foi conquistado por uma estrela isolada, mas por um grupo que conseguiu superar adversários mais conhecidos e manter a concentração durante uma campanha inteira.
A comemoração de Renard e Musonda tornou-se parte permanente da memória do futebol africano.
Christopher Katongo foi eleito o melhor jogador da competição
O capitão Christopher Katongo foi um dos principais líderes da seleção zambiana.
Sua experiência e capacidade de organização dentro de campo ajudaram a equipe durante os momentos mais difíceis.
Katongo marcou três gols ao longo da competição e teve participação importante na construção das jogadas ofensivas.
Na final, converteu a primeira cobrança de pênalti da Zâmbia, ajudando a iniciar a sequência que terminaria com o título.
Ao fim do torneio, recebeu o prêmio de Melhor Jogador da Copa Africana de Nações de 2012.
O reconhecimento destacou sua influência na campanha.
Emmanuel Mayuka também teve papel decisivo.
O atacante marcou três gols, incluindo o da vitória sobre Gana na semifinal, e terminou como um dos artilheiros da competição.
A Zâmbia teve, portanto, dois jogadores entre os principais destaques individuais do torneio.
Mas a conquista foi marcada sobretudo pelo desempenho coletivo.
O time de Renard venceu cinco partidas, empatou uma e terminou invicto.
O título de 2012 foi o primeiro da história da Zâmbia
Antes de 2012, a Zâmbia havia chegado duas vezes à final da Copa Africana de Nações.
Em 1974, perdeu para o Zaire, atual República Democrática do Congo, depois de uma decisão que precisou ser repetida.
Em 1994, foi derrotada pela Nigéria por 2 a 1.
A conquista de 2012 encerrou essa sequência de frustrações.
O país tornou-se campeão continental pela primeira vez.
O resultado também representou uma vitória sobre uma das seleções mais fortes daquela geração.
A Costa do Marfim possuía jogadores consagrados internacionalmente, mas não conseguiu marcar durante os 120 minutos da final.
A Zâmbia resistiu, levou a decisão para os pênaltis e converteu oito de suas nove cobranças.
A conquista mostrou que uma equipe com menor projeção internacional poderia competir com adversários mais ricos e experientes quando apresentava organização e eficiência.
O título também consolidou Hervé Renard como um dos treinadores mais importantes do futebol africano.
Em 2015, o francês conquistaria novamente a Copa Africana de Nações, dessa vez comandando a Costa do Marfim.
A vitória em Libreville não apagou a tragédia de 1993, mas mudou seu significado
A conquista de 2012 ficou profundamente associada ao acidente aéreo de 1993.
A coincidência geográfica entre a tragédia e a final deu ao título uma dimensão simbólica excepcional.
Os jogadores da seleção campeã não haviam participado diretamente do acidente, mas cresceram num país marcado pela perda de uma geração de atletas.
A visita à praia de Libreville antes da decisão demonstrou que a memória das vítimas continuava presente.
O título não eliminou a dor das famílias nem substituiu os jogadores que morreram.
Mas ofereceu ao país um novo capítulo de sua história esportiva.
O mesmo lugar associado a uma perda irreparável passou a ser lembrado também por uma conquista inédita.
Essa combinação de memória, superação e vitória ajudou a transformar a Copa Africana de 2012 num dos episódios mais emocionantes do futebol internacional.
Por que o título da Zâmbia permanece como um dos maiores contos de fada do futebol?
A conquista reuniu elementos raros numa mesma competição.
A Zâmbia não era considerada uma das principais favoritas e enfrentou adversários com jogadores mais conhecidos internacionalmente.
Mesmo assim, venceu Senegal na estreia, eliminou Sudão e Gana no mata-mata e chegou invicta à final.
Na decisão, enfrentou uma Costa do Marfim que não havia sofrido gols durante todo o torneio.
Drogba desperdiçou um pênalti no tempo regulamentar, e a partida terminou sem gols depois de 120 minutos.
A disputa de pênaltis chegou à nona cobrança de cada equipe.
Sunzu marcou, Gervinho errou e a Zâmbia conquistou o título por 8 a 7.
O resultado foi histórico por si só.
Mas a final aconteceu em Libreville, cidade próxima ao local onde 18 jogadores zambianos haviam morrido num acidente aéreo em 1993.
Dezenove anos depois, uma nova geração conquistou o primeiro título continental do país naquele mesmo cenário.
A vitória não foi uma reparação literal pela tragédia, mas se tornou um símbolo de continuidade e memória.
Em 12 de fevereiro de 2012, a Zâmbia deixou Libreville com um troféu que sua geração perdida não teve a oportunidade de disputar.
A conquista permanece como um dos momentos mais marcantes da história da Copa Africana de Nações.
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